15 Novembro, 2011

Terra Rica - Paraná

Sempre tive curiosidade de conhecer Terra Rica, desde a primeira vez que escutei o Paulinho Falcão falando de lá, descrevendo como sendo três morros isolados no meio de plantações intermináveis. Ele foi o primeiro a decolar de lá, na década de oitenta.
Os Três Morrinhos, ou Morro Três Irmãos atualmente é um parque municipal e tem decolagem para praticamente todos os quadrantes de vento.

Outro dia soube que o Doriva, piloto paranaense que mora em Maringá, tinha voado quase 200 kms tendo decolado de lá às 2 e meia da tarde e pousado às 7!

Pronto, foi o que bastou para eu resolver, finalmente, partir para lá.


O Haroldo tinha que ir à Tangará, Santa Catarina, para acompanhar o Brasileiro de Parapente, eu sugeri antecipar a viagem para passar também em Terra Rica. Ele aceitou, e, na última hora, o Marcio Pinto, se juntou a nós.

Na foto ao lado: Marcio, Haroldo e eu, com os Três Morrinhos ao fundo.


São uns 1200 kms de estrada, Dutra e Castelo Branco na maior parte da viagem...só estrada boa.

No caminho recebemos uma ligação do Doriva, animado com nossa chegada e com a possibilidade de dividir conosco as térmicas da região que ele normalmente desfruta solitariamente. Pernoitamos no excelente Hotel Thomasi, em Maringá, e saímos para jantar e falar de voo com o Doriva e o Carlos Bessa, que atualmente mora em Maringá.


No dia seguinte chegamos cedo em Terra Rica e conhecemos o Claudinho (foto), piloto local que está na luta para reativar o voo na região e que nos deu a maior força, dando todas as dicas e fazendo nosso resgate. 

Encontramos também o Pina, experiente piloto e instrutor, que fundou o clube local.




A subida do morro fica a 4 kms da cidade e é totalmente calçada. 

O desnível é pouco, uns 250 metros, tem que escolher bem a hora de decolar, tem que sair na certa. Mas tá cheio de urubu para birutar!

Na foto, da esquerda para a direita: Carlos Bessa, Doriva, Haroldo, Marcio, pronto para decolar, e eu.



No primeiro dia estava um vento forte, o Marcio nem quis voar, mas eu e o Haroldo decolamos com o vento liso e partimos para o cross. Voei menos de uma hora, o céu ficou leitoso, e fiz 43 kms. Uma média de quase 50 km/h!
O Haroldo demorou para pegar a térmica boa da rampa, e no seu estilo "devagar se vai ao longe" passou por cima de mim quando eu já desmontava minha asa após o pouso. Foi pousar em Mirador, 60 kms.





No segundo dia o vento estava bem fraco e todos voaram, inclusive o Doriva, que mora em Maringá. Pousei com ele em Cianorte 95 kms, o Haroldo fez 80 e o Marcio uns 60.

Infraestrutura boa de estradas, celular, e tudo mais, sem falar que TUDO, mas tudo mesmo, é pouso!








Nas foto à esquerda: Ganhando a primeira térmica do dia, a decolagem aparece no topo do morro do lado direito do trapézio.










À direita: A cruzada do Rio Ivaí.

Abaixo: pousado em Cianorte, brindando com o Doriva.
Detalhe dos voos:

10/11/11:   Octavio  -  Haroldo

11/11/11:   Octavio  -  Haroldo 


Vá conhecer Terra Rica, você não via se arrepender!

6 comentários:

Romeo disse...

Puxa Comandante... Conta mais... Conta mais aí, que o relato é animador.

Octavio Fiães disse...

Romeo, já termino o relato, é que nesses dias tenho estado muito ocupado! Hehehehehe!!!!!

Jairo Dynes disse...

Legal Octavio, belo relato / imagens. Obrigado por compartilhar.
Abs

Octavio Fiães disse...

Valeu Jairo, é um prazer poder repartir esses momentos.
Abração,
Octavio

marcelo disse...

Fala comandante, quando vai fazer uma parca novamente, tenho vontade de voar em Terra Rica tambem.
Qual a melhor epoca de cross la???

Octavio Fiães disse...

Fala Marcelo! Primeiramente quero te cumprimentar pelo voaço lá em Caçapava, simplesmente espetacular!!!
Acabei de chegar de Terra Rica, mas já estou pensando na próxima barca.
A melhor temporada vai até março, segundo o Doriva.
Quando eu for te aviso com antecedência.
Abração e bons voos,
Octavio.