Recorde!

O Fabinho decolou no início da passagem da termal e eu saí um pouco depois, com o vento mais forte do miolo dela. Engatamos e saímos juntos.
Voamos os primeiros cinquenta kms juntos até que ele engatou numa termal bem forte e eu, por baixo, não consegui engatar tão bem. Foi o suficiente para ele sumir de vez da minha vista.
Estava chegando na cruzada do Rio Paraguaçu e optei por mudar para uma linha de nuvens mais ao norte que parecia bem mais consistente. Empreguei a "teoria do quadrado" do nosso mestre Sábio Nunes e me dei bem.
Voar na Bahia está cada vez mais seguro. O sertão baiano, principalmente às margens do Rio Paraguaçu, está se transformando com a irrigação e o agronegócio. Grande áreas irrigadas de fruticultura trazem melhores estradas de terra entre as fazendas, melhorando bastante o visual de quem está passando por cima. O resgate está cada vez mais facilitado.
Depois do Paraguaçu, passei por Itaberaba e ao cruzar o vale entre as montanhas que vão para Boa Vista do Tupim fiquei baixo pela primeira vez.
Caraca, logo aqui, com pouco pouso e no rotor dos morros!
Mas o dia estava especial, o susto durou pouco e rapidinho eu estava colado na base das nuvens à 2200 metros.
Cheguei na parte mais tranquila do voo, estrada embaixo, na direção do vento e pouso em tudo que é lugar.
Mais cinquenta kms e tudo muda. A Chapada Diamantina aparece no horizonte e o pouso praticamente acaba. A opção é ganhar altura na borda da floresta que te garanta o pouso no aeroporto da Chapada, uns vinte kms à frente.
Não cheguei nesta condição e preferi pousar no mesmo lugar que o Fabinho havia pousado no ano passado, um vilarejo chamado Residência.
Terminei de desmontar a asa e chegou o Serjão para mais um resgate perfeito!
Feliz da vida com os 170 kms, meu novo recorde de distância, fomos atrás do Fabinho que já havia cruzado a Chapada. Aliás, até hoje, só ele e o Chico Santos passaram voando de asa por ali.
Encontramos o Fabinho bem depois de Seabra com o recorde baiano mais uma vez nas suas mãos: 281 kms!
É verdade......nada como um dia após o outro!

Detalhes dos voos:
Octavio
Fabio Nunes








































































































































































































































